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  • Andrea Silva

O Amor Segundo o Bardo!



From fairest creatures we desire increase,

That thereby beauty's rose might never die,

But as the riper should by time decease,

His tender heir might bear his memory:

But thou, contracted to thine own bright eyes,

Feed'st thy light flame with self-substatial fuel,

Making a famine where abundance lies,

Thyself thy foe, to thy sweet self too cruel.

Thou that art now the world's fresh ornament

And only herald to the gaudy spring,

Within thine own bud buriest thy content

And, tender churl, mak'st waste in niggarding.

Pity the world, or else this glutton be,

To eat the world's due, by the grave and

thee.



Dos seres ímpares ansiamos prole

Para que a flor do Belo não se estinga,

E a rosa madura do Tempo colhe,

Fresco botão sua memória vinga.

Mas tu, que só com os olhos teus contrais,

Nutres o ardor com as próprias energias

Causando fome onde a abundância jaz,

Cruel rival, que o próprio ser crucias.

Tu, que do mundo és hoje o galardão,

Arauto da festiva Natureza,

Matas o teu prazer inda em botão

E, sovina, esperdiças na avareza.

Piedade, senão ides, tu e o fundo

Do chão, comer o que é devido ao

mundo.


50 Sonetos, editora Nova Fronteira, tradução Ivo Barroso.




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